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10/03/2010 às 00:48
  | ATUALIZADA EM: 10/03/2010 às 00:52 | COMENTÁRIOS (8)

Corpo de jovem do Pero Vaz é achado em Camaçari

Sidnei Matos e Samuel Lima, do A TARDE

Já convencida de que se trata do corpo da filha, a mãe de Érica dos Santos Calmon, 15, uma das quatro pessoas desaparecidas depois de operação da Polícia Militar (PM) realizada na última quinta-feira, em Pero Vaz, recebeu com tristeza a informação de que dois corpos foram encontrados, nesta terça, nos arredores da Estrada da Cascalheira, Camaçari (Grande Salvador).

Natalice Fernandes, 34, que durante seis dias peregrinou a procura da garota em hospitais e no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMNL), disse que a identificação do corpo da adolescente, ao ver imagens pela TV, só fez aumentar a “sede de justiça”.

Os indícios dos dois corpos encontrados nesta terça apontam que os cadáveres são de duas das quatro vítimas que estavam sumidas. A confirmação das identidades pode ocorrer nesta quarta, com reconhecimento de familiares no Instituto Médico-Legal Nina Rodrigues.

O primeiro corpo, do sexo feminino, foi localizado nas proximidades de uma adutora, na comunidade do Machadinho. Apesar do estado de decomposição, foi possível verificar uma tatuagem (contendo a imagem de uma flor e folhas) na região do cóccix da vítima – que vestia short jeans e blusa preta. Tranças de cabelo estavam espalhadas ao lado do corpo. Características coincidentes às da estudante Érica dos Santos Calmon, 15 anos, uma das desaparecidas.

O outro corpo, de um homem, estava a cerca de 500 metros do primeiro. Enterrado em cova rasa, às margens da estrada vicinal, que dá acesso ao balneário do Jorrinho, a presença foi percebida por populares, por conta do odor putrefato. Ele trajava apenas bermuda e camisa azul. Ao desenterrá-lo, peritos do Departamento de Polícia Técnica encontraram uma cortina e um lençol.

“Isso revela que foi trazido de uma residência. Detectamos também que os dois corpos têm as mesmas características de tempo de decomposição, em torno de quatro a cinco dias. Em ambos, há marcas similares às produzidas por tiros, mas somente a necropsia vai precisar se foram disparos”, disse o perito José Carlos Montenegro.

Há suspeitas de investigadores da 2ª CP (Liberdade), à frente do caso, que o corpo seja de Luís Alberto Pereira dos Santos, 33, ou de Itailson Barreto dos Santos Epifânio. A quarta pessoa desaparecida é Alessandra de Jesus Santos, 17.

Para ligar ainda mais o achado ao caso do Pero Vaz, próximo à cova rasa os peritos recolheram uma fatura de cartão de crédito em nome de Adailton Cruz Santos – justamente a identificação de um dos mortos na ação da Polícia Militar.

Mesmo recebendo ameaças por celular, a mãe de Érica afirmou que não vai desistir: “Vou processar o Estado. Não vou ter medo das ameaças. Minha filha era uma criança. Vou até o fim. E se eu amanhecer morta, foi o mesmo que matou minha filha”.

Por telefone, a promotora Isabel Adelaide de Andrade Moura, coordenadora do Grupo de Atuação Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), do Ministério Público do Estado (MP-BA), disse que vai acompanhar o reconhecimento do corpo da adolescente, no IMLNR, nesta quarta pela manhã.

A ação no bairro foi realizada por guarnições da 37ª Companhia Independente da Polícia Militar (Liberdade) e das Rondas Táticas Motorizadas (Rotamo). O major Alberto Beanes, que comanda a 37ª CIPM, disse que seis PMs, em duas viaturas, estavam diretamente envolvidos na ação policial, embora moradores falem em mais de vinte.

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Renatinho Pires (11/03/2010 - 15:52)

A população está cansada de tanto omissão e de ver as ruas dominadas pelos bandidos. E agora o confronto da policia com os bandidos está deixando também os próprios moradores assustados. A gente não tem mais segurança nem dentro da própria casa.

Carlos Eduardo (11/03/2010 - 15:51)

A violência está solta na Bahia e a gente virou refém dos criminosos. A cada as pessoas ficam mais acuadas. Eu vou dizer: ultimamente tenho medo de andar na minha própria rua porque não sei se vou ser assaltada ou se algo pior pode me acontecer. O que o governador vai fazer para resolver isso? As estatísticas estão a cada dia piores e ele não faz nada!

Patricia (11/03/2010 - 15:49)

Isso mostra a seriedade com que o nosso governador tratada da segurança pública. Chacina num dia, tiro em plena luz do dia no outro, assaltos por todos os lados. A violência na Bahia já saiu do controle e tudo o que o WAGAREZA faz é ficar inaugurando obra. Nem da dengue ele está cuidado. O negócio dele é fazer propaganda E SÓ!

Gerson (10/03/2010 - 09:11)

Foi em Vitoria da Conquista e agora no Pero Vaz que nos sabemos quantos alegados confrontos, com a policia, incentivados por queles que fazem os programas do meio dia na TV. estes assassinos já deveriam era estar na cadeia e não soltos para ameaçar os familiares das vitimas com já vem acorrendo, que estes e muitos outros não fiquem impune.

Só Deus... (10/03/2010 - 08:31)

essa policia tem que passar por uma reciclagem pois, quando eles tao pra entrar na policia tem exame medico pisicologio e muito mais. mas depois que entra. esquece tudo esses desequilibrados ficam matando as pessoas como se fosse animais a justiça tem que ser feita. e pra ser um policial nao basta ter concursso publico e sim conhecer a conduta desse individuo tem gente que tem carater e por cima é humano e nao tem oportunidade de esta na policia por ter uma ernia ou nao ter o perfil da pm.

Cleonidas (10/03/2010 - 08:22)

está certa a mãe da garota em querer apurar isso, chega de impunidades para o estado violento, combater o crime não é ir além da função ou abusar de autoridade, repensar a segurança pública é preciso,a população anda com medo da polícia e isso não é um bom indício, as comunidades negras tem que intervir nesses casos, e levar a uma instância superior.

Santos (10/03/2010 - 08:10)

Ainda não identificaram os policiais desse caso e os prenderam????? Eta Bahia porreta!!!!!!!!

Prof. Newton Junior (10/03/2010 - 01:11)

Se a educação em uma sociedade vai ruim, o resto nem se fala!!!!

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