As conversas cheias de gestos de Renato Gaúcho já não impressionam mais. Antes, elas já foram interpretadas como prováveis discussões ríspidas, mas a Bahia vai se acostumando com seu jeito exagerado de ser.
Após um papo de pé de ouvido com o treinador, o lateral-esquerdo Ávine subiu sem querer muito papo com a imprensa. Depois, o médico Elias Natan explicou que o jogador sente dores no adutor da coxa e precisaria passar por um exame para saber se poderia atuar sábado, 13, às 17 horas, contra o Feirense, no Joia da Princesa.
Vetado logo em seguida, mesmo sem o resultado do ultra-som, Ávine dará lugar a Diego. Assim, Renato terá um “problema” a menos para resolver. Nos demais setores, cinco vagas continuam em aberto para o comandante preencher.
O maior “pepino” está no meio-campo. Com a volta de Rogerinho, já recuperado de lesão no joelho, a dúvida está no companheiro dele na criação de jogadas. E Abedi, um dos concorrentes, ainda faz ressalva: “Você tá dizendo que Rogerinho vai jogar e ele vai tirar eu ou Ananias? Não sei disso, não”, provocou. Segundo ele, os três têm o mesmo estilo: jogadores de velocidade.
Na proteção à zaga, também tem interrogação. Leandro até já fala como reserva – “os meninos estão jogando bem e não teria por que Renato tirar”, afirma –, mas ele é praticamente unanimidade na torcida. Os prováveis titulares, embora Leandro tenha alguma chance, são Marcone e Bruno Silva.
O ataque também não está definido. O treinador adiou a decisão no último jogo, já que Rodrigo Gral estava suspenso, mas, desta vez, precisará escolher um entre Edilson, Lima e Gral para colocar no banco de reservas. Até o meia Ananias pode jogar na frente.
Independente de quem estiver em campo, o maior reforço é a grana que entrou na conta nesta quinta-feira, 11. A diretoria pagou o mês de janeiro a todos e, pelo menos, ofereceu um alívio.