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05/03/2010 às 00:24
  | COMENTÁRIOS (9)

Deputados ganham ação contra Receita Federal

Biaggio Talento, do A TARDE

Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região livrou sete parlamentares e ex-parlamentares baianos da condição de devedores da Receita Federal e pode beneficiar um total de 100 deputados (e ex-deputados) – cuja dívida global perante o Leão gira em torno de R$ 15 milhões. Desse total, cerca de R$ 1,050 milhão corresponde à dívida dos sete que ganharam a ação coletiva por meio do escritório de advocacia Mendonça e Associados – Advogados contra a cobrança de Imposto de Renda sobre as verbas de “ajuda de custo” e pagas na “convocação extraordinária” da Assembleia Legislativa da Bahia entre  1995 e 1998. Como a Receita não recorreu da decisão, reconheceu a derrota, abrindo a possibilidade de vitória das outras ações do gênero.

Os beneficiados da primeira decisão são os deputados estaduais Clóvis Ferraz, José Nunes e Edson Duarte (hoje federal) e os ex-deputados Raimundo Cayres, Marcos Cidreira, Maria Ires Gomes e Gastão Pedreira (falecido).

O advogado tributarista Oscar Mendonça, do escritório de advocacia explicou que o TRF acatou a tese da defesa, segundo a qual o pagamento da chamada “ajuda de custo” não era remuneração e sim verba indenizatória para ressarcimento de despesas com o mandato. “No caso da remuneração das convocações extraordinárias, podemos fazer uma espécie de analogia com a situação de um trabalhador em férias que é convocado para trabalhar e nessa condição troca o descanso pela pecúnia. O imposto não pode incidir sobre esse valor”, explicou.

Não tributáveis - A Receita resolveu cobrar imposto sobre aqueles tipos de verbas das casas legislativas de todo o País, em 2000.  Estes pagamentos nunca haviam sido tributados, pois eram classificados, pela própria Assembleia da Bahia, a fonte pagadora, como verbas não tributáveis e, por isso, nunca foi feita qualquer retenção.
Embora tenha reconsiderado a posição logo depois, o órgão federal manteve a posição de cobrar as verbas relativas aos anos de 1995 a 1998. Alguns deputados decidiram recorrer à Justiça, outros, mesmo achando que se tratava cobrança indevida, decidiram entrar nos parcelamentos de dívidas disponibilizados pela Receita Federal para os contribuintes.

O medo dos parlamentares ocorreu no ano passado, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ameaçou tornar inelegíveis os devedores do fisco, o que acabou não se efetivando. Contudo, ficar com o nome sujo no Cadin - Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal é uma arma poderosa para adversários políticos em ano de eleição.

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Maurício Dantas (06/03/2010 - 15:09)

Cabe agora aos colegas de jornalismo investigar e denunciar a industria criminosa e mesquinha dos planos de saúde que deixou nosso querido Jânio morrer esperando autorização para a realização da cirurgia que poderia salva-lo.

Dilma Celia (06/03/2010 - 12:05)

a receita com sua saga de leão extirpou valores de pecúlio- suguro de vida quase 28%, oriundo do saldo de reservas da previdencia privada de pessoa falecida. Estou há 2 anos em litigio com a Faz. Nacional. Existe a mentalidade que a ilegalidade a favor da Receita Federal é eticamente legitima.

Dilma Celia (06/03/2010 - 12:03)

a receita com sua saga de leão extirpou valores de pecúlio- suguro de vida quase 28%, oriundo do saldo de reservas da previdencia privada de pessoa falecida. Estou há 2 anos em litigio com a Faz. Nacional. Existe a mentalidade que a ilegalidade a favor da Receita Federal é eticamente legitima.

José Roberto De Lima Machado (05/03/2010 - 20:12)

Estamos vivendo numa Ditadura Parlamentar.

Orlando Rodrigues Ferreira (05/03/2010 - 16:03)

Em epóca eleitoral, este é um resultado descabido para a ciencia do povo e seus representante.Em todo o mundo, sabe-se que o nosso assaliriado é o mais sacrificado. Um salário de R$ 510,00 é vergonhoso a quem percebe ser obrigado a recolher INSS em seu favor, quando os salários acima de +/+ R$ 30.000,00 tem tal ganho e adicionado a restituições valorosas. Se não nos colocarmos a dispor de um estudo maior na diferença da distribuição da renda, a violencia aumentará. Essa é a causa primor atual.

Oállasi Santana Amorim (05/03/2010 - 09:45)

Como é bom ser político em nosso país, exercer uma atividade com todas as mordomias e trabalhar quase nada ou absolutamente nada. E assim o Brasil segue para o desenvolvimento tão desejado.

Luciano Almeida (05/03/2010 - 08:24)

"a Receita não recorreu da decisão"... Isto é muito suspeito, já que quando um pobre mortal entra na justiça contra o governo ele recorre atá a ultima instância. Lembro de uma família que entrou na justiça para que o INSS fornecesse medicamento ao seu filho doente, e um certo representate do governo disse que o recurso nas instancias superiores era obrigatório por Lei.

José Cláudio (05/03/2010 - 08:04)

Espero que o Felino seja,também, manso com nós outros, mortais! Pelo menos ao nos cobrar as multas que o faça sem duplicidade. Isso é absurdo e ilegal! é "bis in idem". Parabéns aos nobres parlamentares. Agora, lutem pelos seus eleitores...

Roberto (05/03/2010 - 07:59)

Que maravilha! Aqui em Roubolândia a coisa é sempre desse jeito. Bandido eleito ganha fácil qualquer causa.

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