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“Carnaval vai ser 5 vezes mais mortes”, diz virologista

Por em 20 de maio de 2021

Na manhã desta quinta-feira (20) o doutor Gúbio Soares, virologista, conversou com Jefferson Beltrão e Fernando Duarte no programa Isso é Bahia! sobre a pandemia e o vírus da Covid-19.

“A população está cansada das restrições e resolveu abandonar com reuniões familiares, saídas em grupo, entre outros. O vírus vem sofrendo mutações há mais de um ano, se adaptando a nossa célula e se defendendo do nosso sistema. O vírus vai continuar evoluindo, vão aparecer mais mutações…é o processo de evolução do vírus para sobreviver as nossas defesas e a própria vacina, por que as pessoas continuam se aglomerando e isso facilita a transmissão. Coisa que o vírus necessita para se manter atuante”, explicou.

O governador da Bahia, Rui Costa, expressou publicamente que está analisando a possibilidade de realização do carnaval em 2022, apesar do processo lento de vacinação no país.

“As vacinas foram feitas com uma perspectiva. Ela evita que o indivíduo vá para a UTI, que morra, mas não evita a contaminação. O grande problema é a pessoa tomar duas doses, contrair o vírus e transmitir para as que não estão vacinadas… Os governantes estão estudando a possibilidade de ter carnaval em 2022, isso é uma loucura, vão ser quatro a cinco vezes maior o número de mortes em 2022”, afirmou o médico.

O infectologista seguiu criticando as atitudes da população e explicou sobre a capacidade da Covid de evoluir rapidamente, usando seu hospedeiro em prol da mutação.

“O vírus não infectou nem 50% da população brasileira e continua sofrendo mutações. A vacina não chegou nem a 50% da imunidade de rebanho. 2022 não pode ter carnaval de jeito nenhum… No rio de Janeiro existem escolas de Samba fazendo temas da Covid-19, se as pessoas querem morrer ótimo, morram infectas, mas o vírus tá modificando e terão várias modificações rapidamente. O vírus deixa sequelas neurológicas, cardíacas. A vida normal mudou e não vai voltar ao passado, a população tem que respeitar isso até o surgimento de uma vacina efetiva, por que as vacinas existentes são paliativas, criadas para o momento, mas não resolve o problema 100%”, pontuou.

O uso da máscara é base para a proteção contra a proliferação da doença, mas também é um dos maiores incômodos dos cidadãos. Em alguns países já foi permitida a circulação sem seu uso.

“Esse ano não vamos nos livrar das máscaras. Os EUA estão(se livrando) por que já aplicaram uma vacina que não temos, da Johnson & Johnson, moderna, de uma dose. Mesmo assim, os cientistas americanos não concordam com essa decisão, acham muito cedo, por que indivíduos que contraírem estarão assintomáticos, permitindo a evolução do vírus”, concluiu.

Foto destaque: Divulgação


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