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O segredo mantido por Djavan desde 1987 envolvendo Michael Jackson

Redação • 30/07/2026 - 0:02

O segredo mantido por Djavan desde 1987 envolvendo Michael Jackson
Imagem: Ag A Tarde / AFP

Uma história curiosa que une a música popular brasileira ao auge da cena pop internacional voltou a ganhar os holofotes nas redes sociais.

Em 1987, Djavan recebeu um convite inusitado do lendário produtor americano Quincy Jones, com quem já trabalhava, para compor uma faixa para “Bad”, um dos álbuns mais emblemáticos de Michael Jackson. O reconhecimento no exterior chegou com força em 1982, impulsionado pelo disco “Luz”. O trabalho imortalizou hits como “Açaí”, “Sina” e “Samurai”, faixa que contou com a gaita inconfundível de Stevie Wonder.

“Demorei para mandar a música. Não sei, não levei muito a fé. Mas quando enviei, ele já estava mixando o disco”, explicou o alagoano em entrevista ao g1.

Apesar do contratempo, Quincy Jones conseguiu promover um encontro entre os dois cantores. Djavan relembra que o momento foi estranho e que Michael “parecia um passarinho”, aparentando estar “meio assustado” o tempo todo.

Ainda assim, ele garante que foi ótimo estar ao lado do astro americano. “Nos recebeu com bastante naturalidade”.

O encontro ficou eternizado em uma melodia composta por Djavan. Apesar de ter ficado guardada por décadas, ela não foi esquecida pela família do brasileiro.

“Meus filhos sempre ficaram instigando: ‘Grava, grava, grava’. Eu achava que isso não fazia sentido. Mas, agora, decidi gravar. Fiz a letra e gravei".

Divulgada em "Improviso", o mais novo disco de Djavan, os versos da canção, intitulada “Pra Sempre”, pintam Michael Jackson como alguém imortal e “pendurado na nuvem, mas muito longe do céu”.

Memórias resgatadas em biografia

Os bastidores dessa quase parceria internacional são apenas uma das histórias presentes no livro "Djavan – dizem que o amor atrai", escrito por Tiago Ramos e Mattos. A obra chega aos fãs como uma oportunidade de conhecer a fundo a trajetória e as memórias do artista, que está prestes a completar 50 anos de carreira.

A publicação percorre as diversas fases do músico, desde a infância em Maceió e a influência decisiva de sua mãe, Dona Virgínia, até a consagração. O autor detalha a descoberta do violão aos 16 anos, momento em que Djavan deixou o sonho de ser jogador de futebol para seguir a música no Rio de Janeiro.

O livro também apresenta revelações inéditas sobre episódios conhecidos pelos fãs, como o verdadeiro significado por trás do clássico “Flor de Lis” e os bastidores de músicas que chegaram a ser censuradas durante a ditadura militar.

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